Cayó en mis manos El bando perdedor hace tiempo. Creo que fue en alguna de las promociones gratuitas que hiciste en Amazon. La olvidé y solo ahora, en agosto, buscando qué leer, la hallé en mi lector, decidí echarle un ojo... y la devoré en un par de días. Me ha encantado y me he apresurado a «compensarte», es un decir, comprando el Medievalario completo... que estoy leyendo con placer. Gracias: has ganado otro lector.
(Sobre La cruz de ceniza) Uma das mais agradáveis surpresas de meu ano literário, A cruz de cinza é um livro que chegou às minhas mãos quase por acaso, numa compra de impulso. Lançado no Brasil em 10 de outubro de 2008 pela editora Record, este romance histórico conta das andanças de Baltasar Sachs e Hans Gotha, além das desventuras de Paulette, através da loucura religiosa que foi o século XVI.
Para os autores, esta é uma história de iniciação, sendo a religião o personagem principal, utilizada como desculpa para desmandos e atrocidades, traições e escaladas ao poder, num mundo desacorçoado por mudanças repentinas. Sua intenção ao escrever o livro era a de «refrescar a memória da loucura», uma reflexão sobre o fracasso da religião como justificação do poder de um homem, como vemos ainda hoje, neste nosso mundo coberto de guerras religiosas.
O ápice do romance se dá com a instituição do reino messiânico de Münster, nascido de um grupo de anabatistas, hereges que viviam em comunidade, no o real sentido da palavra, uns ajudando aos outros, constituindo uma pequena ilha de tolerância no mar agitado das guerras entre cristãos e protestantes de várias vertentes. A história encontra um de seus momentos mais interessantes no retrato da degradação desta comunidade, com o aparecimento de um líder de moral escusa, mas belo e carismático. (estranho como essa história se repete…)
Além da bela descrição da Alemanha do século XVI, Luis Astorga e Fran Zabaleta se destacam por criar personagens e situações de uma realidade e profundidade impressionantes, com tantas matizes que, apesar de nos identificarmos com facilidade a Hans, Paulette e Baltasar, não podemos dizer realmente quem são os “maus” nessa história. Se é que pecam em alguma coisa, não é no maniqueísmo.
Luis Astorga é homem do mar, e Fran Zabaleta é historiador e geógrafo, e juntos, após 5 anos e mais de 1600 páginas no manuscrito original (magicamente resumidas para 616), nos levam aos recônditos mais escuros da história da religião, seus miasmas e pústulas, e do absurdo de certas reações humanas aos mais diferentes ideários. Um belo relato do supra-sumo da ignorância religiosa.
(Sobre 99 libros para ser más culto) ¡Interesantísimo! Felicidades, Fran, cuánto me gustó! Has conseguido despertar mi curiosidad por un montón de clásicos que me parecían una pesadez...
(Sobre Medievalario). Mi madriña! Acabo de empezalo e case non podo parar de lelo! Graciñas, Fran, por facerme vivir o que escribes con tanta angustia, con tanto sufrimento... As primeiras impresións son totalmente positivas. Seguirei falando desta marabillosa novela.
(Sobre Xoán Branco e a gran revolta irmandiña) Noraboa polo libro, está moi ben, utilizas unha linguaxe cercana, coma un conto, e iso está ben, fas que a historia chegue ao público dun xeito real, directo e sen redundancias, acercas os personaxes históricos como se fosen personaxes actuais e iso fai que a lectura sexa rápida e moi interesante. Gustoume lerte en galego, non sei, pero resúltasme máis cercano. Xa que logo, sigue así, estou segura de que os teus lectores o agradecerán.